Londres e a sustentabilidade: 10 primeiras impressões

Férias. Nada melhor para relaxar a mente e o corpo – pelo menos era essa a ideia…rs

O que quero dizer é que estar em Londres não necessariamente significa relaxar. A cidade recebe o turista com muitas atrações culturais e uma oferta sem fim de opções de lazer.

Desde que cheguei foram museus, passeios, feiras, lojas, pubs…E nem estou na metade dos dias que ficarei por aqui.

No que diz respeito a questões de sustentabilidade, por enquanto observei o seguinte:

1. Parques: sim, eles existem e estão em todos os lugares. Em geral, são extensos, bem cuidados e com muita estrutura para os habitantes daqui. Alguns estão com muitas flores, outros são residências de esquilos espertos e sempre oferecem áreas para as crianças. Como consequência, a relação das pessoas com o espaço público é diferente. Muita gente passa horas e horas nos parques, a mulherada fica no sol e há um respeito e um cuidado especial para com estes locais.

2. Bicicletas: qualquer um pode alugar uma bicicleta por aqui. Eu ainda não testei porque nem sei andar direito, mas vi que basta pagar um valor por tempo ou distância. Vi muita gente pedalando na cidade, não consegui descobrir se Londres está estruturada em termos de ciclovias, mas nos parques dá até uma vontade de fazer esta experiência. Tudo a ver com a qualidade de vida!

3. Brechós: comprar roupas de segunda mão é quase como comprar frutas no mercado. Trata-se de um hábito já incorporado ao dia a dia das pessoas. Vi roupas bem cuidadas e muitos brechós. Isso porque nem explorei essa parte da viagem. Aqui não tem essa coisa de preconceito com roupa usada, muito pelo contrário. Conforme artigo que escrevi aqui no blog, é super na moda comprar em brechós.

4. Diversidade: cidade de muitas nacionalidades. Assim vejo Londres. Você entra no metrô e logo percebe que é só mais um naquela imensidão de traços, gestos, culturas, idiomas. Certamente precisaria ficar mais tempo para descobrir se isso significa equidade. Mas é fato que em algumas regiões estes estrangeiros estão no mercado informal. Neste caso, não sei avaliar se as condições básicas (como acesso ao transporte, sistema de saúde, moradia) são garantidas a todos.

5. Lojas Fast Fashion: estão espalhadas pela cidade. Vendem roupas a preços interessantes, mas deixam a dúvida quando você olha as etiquetas das roupas. Claro que nem sempre isso pode significar trabalho escravo em oficinas, mas acho que vale um esforço para tornar clara estas relações na cadeia de produção.

6. Criações próprias: além dos brechós, Londres tem zonas marcadas por venda de roupas de estilistas de todos os estilos. Muitos jovens em começo de carreira e outros já renomados. Meu din-din não chegará a tanto, mas vi no guia várias dicas para comprar peças exclusivas sem gastar tanto.

7. Tendências: revistas, lojas e bares lançam as tendências para o mundo, mas o que gostei mesmo foi de observar a autenticidade das pessoas. Muitos se vestem de acordo com o próprio estilo, sem ligar muito para esta história de moda… É assim que gosto. E vale tudo! Fiquei umas horas no Soho só de olho no que as pessoas estavam usando e adorei a mistura. Homens causando um rebuliço nos tradicionais ternos…cores, cortes e sobreposições inesperadas.

8. Obras: as olimpíadas serão em 2012, mas Londres está em obras. E por toda a cidade você percebe que eles querem estar super preparados para receber os turistas. Hoje várias estações de metrô estavam fechadas e ninguém reclama porque a população sabe por um bem maior. Deve ser por isso que a cidade está servindo de exemplo para o Brasil.

9. Embaixadores: soube nesta semana que Vivienne Westwood e o marido se tornaram embaixadores de uma fundação com foco em meio ambiente. Esse tipo de anúncio pode parecer pontual, mas vale muito quando se considera a força do nome da estilista e o quanto o poder de sua imagem conscientiza os demais.

10. Cultura: museus gratuitos. Sei que esse não deveria ser um item, pois o Estado deveria oferecer essa oportunidade como básica para a educação e cidadania das pessoas, mas vou confessar que a quantidade de museus a disposição todos os dias da semana, com acervos incríveis e sem pagar nada me deixaram impressionada. É tão bacana ver crianças tendo aulas em contato direto com as obras e adultos passando a tarde nos museus…

Bom, estes são meus primeiros dias de contato com a cidade. Logo posto mais impressões…Certamente a relação com a sustentabilidade não para por aqui.

Quem quiser me ajudar, fique a vontade!!!

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