Tecidos: Algodão

Nesta semana comecei a leitura de “Tecidos-História, tramas, tipos e usos” da jornalista Dinah Pezzolo, editora Senac. O livro me atraiu justamente porque tenho pouco conhecimento técnico neste assunto e porque fiquei curiosa em saber qual tipo de tecido tem o maior/menor impacto socioambiental, as vantagens e desvantagens.

Ainda estou bem no comecinho, mas quero compartilhar aqui no blog algumas características de cada uma das fibras e fios para avaliarmos a relação com a sustentabilidade.

O primeiro destaque vai para o algodão, segundo a autora “a fibra que veste o mundo”. Os números são mesmo impressionantes: representa 70% do mercado têxtil mundial; a produção anual é de mais de 20 milhões de toneladas e o maior produtor-consumidor-importador é a China.

Algumas etapas são extremamente nocivas para o meio ambiente e para a saúde humana, a plantação – que envolve fungicidas, inseticidas e desfolhantes – e os processos de fiar, alvejar, tingir e tecer – com os produtos químicos utilizados.

Dinah aborda o crescimento recente do uso do algodão ecológico, mas critica o seu uso apenas motivado pelo modismo de marcas famosas. Também alerta que os tecidos ecológicos não são apenas naturais, como também respeitam regras em toda a trajetória.

“No algodão ecológico, o rigor tem início na seleção das sementes e na plantação, em que é assegurado o desenvolvimento natural. A colheita é feita à mão.  Se o algodão não for naturalmente colorido, ecologicamente correto, poderá receber tintura, contanto que sejam usados pigmentos naturais. Mas todo esse cuidado, ao contrário do que se possa pensar, acaba encarecendo o produto.”

Depois de comparar a abordagem feita no livro dos dois tipos de algodão, fiquei muito interessada em saber como funciona a produção de algodão ecológico no Brasil, os dilemas, os impactos, a questão da larga escala e se esta seria uma solução mais apropriada quando falamos de moda sustentável…Mas este já é assunto para outro post. E vamos que vamos!

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