O trabalho no mundo contemporâneo

 

“Nosso sistema capitalista é destrutivo. Um carro não pode durar mais que três, quatro anos”

Um dos temas mais emblemáticos do setor têxtil e de confecções tem sido o das condições de trabalho, especialmente na etapa inicial – que envolve a produção da matéria-prima – e na etapa final, nas atividades de corte, costura e acabamento nas oficinas de costura. Neste sentido, fiquei muito estimulada em assistir ao programa Roda Viva da TV Cultura, que foi ao ar ontem (03/09), com o professor de sociologia da Unicamp, Ricardo Antunes.

O professor abordou o trabalho e as novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo, com destaque para temas como terceirização, contratação de pessoas jurídicas, trabalho flexível, uso do celular e e-mails, papel dos sindicatos, China e situação do emprego/desemprego na Europa.

A respeito dos bolivianos empregados na cadeia de confecções, o professor destacou que são trabalhadores que não têm representação sindical no Brasil e que sua experiência em outros países o aproximou da questão dos imigrantes. “Trata-se de um novo desenho da classe trabalhadora com novas formas de organização. ”

Antunes citou a China como um exemplo claro de relações precárias no mundo do trabalho, já que há dois anos não existia qualquer legislação que regulasse este assunto, apesar da presença maciça de joint ventures no País.

Vale assistir o programa inteiro, pois traz reflexões para todo mundo que está inserido no mercado de trabalho, com análises incríveis de quais são as perspectivas e o que a tecnologia está trazendo de vantagem e desvantagem. Não desgrudei um segundo só! Aproveitem!

 

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