Indústria têxtil: Brasil-Alemanha

A Câmara Brasil-Alemanha realizou hoje (15), em São Paulo, o evento “Novas oportunidades de negócio Brasil 2012 – Têxtil e Moda” que reuniu representantes de organizações de ambos os países e empresas alemãs interessadas em investir no Brasil. A programação da delegação alemã segue até o dia 19 de outubro no País e contempla reuniões de negociação com potenciais parceiros brasileiros e uma viagem a Blumenau/SC para conhecer a indústria têxtil e de confecções local.

O diretor da Abit, Fernando Pimentel, fez uma apresentação sobre o atual momento da economia brasileira, destacando o crescimento ocorrido de 1994 a 2011 e a ascensão do consumo nas classes C e D. Também enfatizou algumas características da indústria têxtil no País: uso intensivo do algodão, mas com importante participação de outras fibras químicas como o poliéster; produção em processo de deslocamento, pois antes estava concentrada apenas no Sudeste/Sul e já migrou para o Nordeste/Centro-Oeste (por conta dos incentivos fiscais, mão de obra barata e proximidade dos mercados consumidores) e investimentos até 2015 de US$7 bilhões no setor. “São várias as empresas interessadas em se instalar no Brasil. Hoje mesmo fiz reuniões com alguns grupos de varejo grandes que querem entender e entrar em nosso mercado.”

Do lado alemão, o presidente da t+m (Gesamtverband textil+mode/confederação da indústria têxtil e de moda), Peter Schwartze, apresentou como os têxteis vêm sendo usados nas demais áreas (construção, automotivo, setor médico, aviação) e o grande foco que a indústria alemã dá para o tema da inovação. “Temos 16 institutos de pesquisa, investimos em design e soluções inovadoras.” A maior parte das empresas do setor são médias, familiares e geram cerca de 400 mil empregos.

As empresas alemãs que se apresentaram no evento destacaram o quanto seus produtos são duráveis e que esta é uma primeira correlação com o desenvolvimento sustentável. O tema, aliás, foi citado por vários dos palestrantes, mas sem entrar em detalhes (o que me deixou em dúvida se é comum nas empresas e não precisa ser explorado ou se a moda sustentável é mais presente nas pequenas empresas de Berlim e, não, nas médias e grandes).

O evento continuou com mais palestras e um coquetel, mas infelizmente não consegui ficar até o final.

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