Risqué e coleta de esmaltes

Coletor de esmaltes

Coletor de esmaltes

A marca de esmaltes Risqué lançou um projeto com a loja Ikesaki, da Liberdade/SP, para coleta de esmaltes usados e/ou velhos. Com o nome “Risqué Sustentabilidade em nome da moda”, a ação envolve coletores com capacidade para 750 embalagens e a estimativa é de receber 150 Kg de embalagens/mês. Segundo release da marca, o produto, uma vez processado e transformado, será usado como fonte de energia para a indústria de cimento.

1sustentabilidade-em-nome-da-moda-risque

Bom, a minha reação inicial foi de otimismo, pois como muitos de vocês sabem, sou responsável pela comunicação de um salão em São Paulo e apesar de nos preocuparmos com várias questões relacionadas à sustentabilidade, ainda temos muito a avançar. Fico procurando diferentes formas de fazer mudanças que possam ser impactantes e qualquer ação do segmento de beleza que caminhe nessa direção é motivo de comemoração. Na minha avaliação, os dilemas dos salões atualmente estão relacionados a alguns pontos centrais como água, iluminação, produtos (componentes, embalagens, descarte), resíduos e  mais uma dezena de itens.

Voltando para o projeto da Risqué, a minha sugestão é que se a marca se envolveu com o descarte e quer realmente incorporar a sustentabilidade como parte de sua gestão, precisa também fazer o caminho desse processo na direção contrária e planejar quais as alterações que ela pode adotar lá no início, quando o esmalte ainda nem existe. Isso envolve a composição, a embalagem, o design, a comunicação, os cuidados com o consumidor, enfim, todas as etapas fundamentais que podem ter conexões com critérios sociais, ambientais, econômicos, éticos.

Com essa febre dos esmaltes no mundo todo, talvez seja o momento de, por exemplo, as marcas estudarem a redução do tamanho das embalagens. Se existe descarte – como afirma a própria Risqué – é porque o consumidor não costuma usar o vidro inteiro de esmaltes e posso apostar que dá para fazer algo mais compacto e até utilizando um material menos danoso ao meio ambiente.

Na cadeia dessas conexões, o esmalte “renovado” (vamos chamar assim!) pode chegar ao salão e à consciência do consumidor de uma maneira diferente, com mais inovação, sem desperdício, gerando menos CO2 e mantendo seus atributos de moda e beleza.

Vamos torcer para que assim seja.

 

Anúncios