Barcelona e a sustentabilidade

Faz tempo que não posto nada por aqui, mas vocês irão me entender: tirei merecidas e desejadas férias! Ao contrário da última em que preparei pelo menos um post para o blog, nessa decidi que ficaria longe também da internet, para sentir de volta o que é dormir e acordar sem noção de tempo; caminhar; ir a praia; perder-se sem ansiedade; namorar e, claro, descansar!

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O meu destino foi Barcelona, Espanha, e minhas impressões foram as melhores! Se pudesse comparar, diria que Barcelona é aquela pessoa que você acabou de conhecer e que já quer ficar grudada o tempo inteiro, pois tem boa energia, é divertida, acolhedora e topa tudo desde que primeiro tenha um copo de sangria e umas tapas.

Claro que em alguns momentos, especialmente em outras cidades como Madri, é possível sentir os efeitos da crise econômica que tem atingido a Europa. Conheci um argentino com loja em Barcelona que disse que entre um caminhão e outro de limpeza, é possível sentir o real cheiro da cidade, que precisa manter-se “maquiada” para continuar a receber turistas, uma importante fonte de recursos. Já em Madri vi muitas pessoas na rua pedindo dinheiro, muitos protestos e várias lojas com placas de “aluga-se” ou “vende-se”, mas passei pouco tempo por lá e não consegui conversar com ninguém para compreender como os moradores estão sentindo esse momento.

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No que diz respeito a questões ligadas à sustentabilidade o que vi:

Bicicletas: Mais uma cidade da Europa em que a bicicleta tem lugar de destaque. E o melhor, dá para fazer muitos passeios a pontos turísticos caminhando ou mesmo de bike;

Vou de bike!

Vou de bike!

Ar livre: A cultura de aproveitar o espaço público, seja nas ruas, praias e parques é o que mais me chama a atenção. Você encontra os amigos para comer tapas em algum bar, vai até La Barceloneta, se encanta com o Parque Güell e consegue ficar o dia inteiro fora de casa ao ar livre!

Flores: E porque com elas qualquer cidade fica mais encantadora, não? E assim como Buenos Aires, as varandas de muitos apartamentos estão cheias delas…

Alimentação: Não sei dizer se é a proximidade do mar mediterrâneo ou se é a dieta do mesmo nome, mas meu estômago considerou Barcelona a campeã do comer bem e de maneira saudável. Desde uma paella até as famosas tapas, tudo está sempre fresquinho e saboroso. O esquema entrada- prato principal – sobremesa e uma taça de vinho pareceu-me perfeito!

Essa comida é vietnamita, mas também com tudo fresquinho!

Essa comida é vietnamita, mas também com tudo fresquinho!

Siesta: Não é lenda, é verdade. Em geral das 14h00 às 17h00, vi muitos estabelecimentos fechados. Quer tradição mais saudável que essa? Um almoço e depois um cochilo. Ou mesmo um tempo para resolver pendências pessoais, cozinhar em casa, ver a família…Achei sensacional!

Brechós: Encontrei alguns deles na Riera Baixa e me falaram do Flamingos Vintage, um lugar que vende roupa de brechó por kilo! Infelizmente no horário que fui estava fechado! Mas no Facebook tem algumas fotos do lugar. Não sei se por conta das fast fashion em todas as esquinas, não achei Barcelona com jeito de ter uma cultura forte de brechós, mas posso estar totalmente enganada porque fiquei poucos dias na cidade.

Brechós em Valencia

Brechós em Valencia

Coletores de pilhas: Em quase todos os lugares, vi grandes coletores de pilhas usadas. Uma maneira mais consciente de descarte. 😉

Retalhos: Não conheço a fundo a trajetória da Desigual, mas alguém sabe me dizer se eles produzem roupas a partir da mistura/sobra de vários retalhos?

Bom, é isso. Nesse mês, por conta das férias, não consegui fazer uma entrevista para o blog, mas indico duas fontes de conteúdo que descobri antes da viagem:

– Slow Fashion Spain: http://www.slowfashionspain.com/

– Alvaro Gonzalez Alorda: http://www.alvarogonzalezalorda.com/ (já falei do professor por aqui, em seu site há apresentações interessantes sobre o futuro do consumo/inovação/moda)

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