O momento “selfie” e o varejo de moda

Estilo da personagem Hanna (série Girls)

Estilo da personagem Hanna (série Girls)

No início desse ano fiz uma palestra em Blumenau/SC abordando questões do varejo de moda nacional e internacional. Esse trabalho integra um projeto para uma grande empresa do segmento têxtil e de confecções e tem me proporcionado conhecer profissionais que atuam em diversas etapas da cadeia de produção, além de me trazer aprendizados e novas reflexões.

Para ilustrar esse momento da moda no mundo hoje, utilizei como referência a onda “selfie” (vem de self-portrait: auto-retrato, fotografia que alguém tira de si mesmo com celular), uma das palavras mais usadas em 2013, que entrou para o dicionário Oxford e que esteve presente em 57 milhões de imagens no Instagram.  Se você acha que estou falando de assuntos completamente distintos, melhor reconsiderar, pois esses “sintomas” revelam e muito sobre o comportamento atual da sociedade e, claro, isso tem impactos diretos no comportamento de consumo também.

Outra fonte de inspiração foram as séries de TV, mais precisamente três delas que apresentam mudanças importantes no posicionamento da mulher em relação a trabalho, vida pessoal, hábitos de consumo, moda e visão de mundo: Sex in the city, Gossip Girls e Girls. É muito legal assistir a episódios de cada uma dessas séries e observar essas transformações. O recorte (seja de faixa etária, estilo de vida, classe econômica) é nítido em cada uma das temporadas e traduz o que a mulher está buscando em cada um dos momentos.

Bom e o que tudo isso tem a ver com o varejo de moda? A minha hipótese é a de que a mulher da qual estamos falando (escolhi analisar a mulher nessa primeira etapa, mas pode valer para o homem também), em termos de consumo, quer estar linda como a Carrie Bradshaw, mas vive os desafios e dificuldades da vida moderna como a Hanna, então não vai pagar muito caro por marcas de luxo. Daí que a combinação da fast fashion com a coleção assinada por estilistas e marcas famosas acaba sendo uma boa opção, pois a moda que se vê nos desfiles internacionais precisa estar acessível e permitir que eu, você e a blogueira possamos montar a nossa própria produção, cada uma a seu estilo.

Além dessas reflexões, também analisei algumas marcas do varejo nacional e internacional, com alguns critérios mais voltados aos negócios, como moda,  comunicação e marketing, sustentabilidade e ações para fornecedores da cadeia de produção. O objetivo era demonstrar similaridades e ao mesmo tempo diferenças no posicionamento das marcas daqui e de fora do Brasil, de modo a identificarmos algumas oportunidades.

Esse trabalho tem sido uma verdadeira escola e a melhor notícia é a de que terei chance de vê-lo sendo aprimorado em outro projeto no qual a Costura Sustentável irá participar a partir desse mês.

Agradeço as mensagens de alguns leitores pedindo o retorno dos posts do blog (peço desculpas pela ausência) e aos vários “likes” da página do Facebook!

 

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